quarta-feira, 21 de outubro de 2015

[RESENHA] O despertar do Príncipe – Colleen Houck

Por Ingrid Cristina

Olá queridos passageiros, tudo bem com vocês? Preparados para mais uma viagem com a tia Cris? Então, let’s go!


Antes de qualquer coisa já peço perdão se a resenha não lhe agradar, mas essa é a minha primeira tentativa concreta de resenhar um livro. Juro que vou melhorar.

Olhem essa capa maravilhosa, toda metalizada. Apaixonei
Título: O despertar do Príncipe
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 384

Sinopse: Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

Lilliana é o tipo de menina que tem tudo para ser uma nojentinha de nariz empinado. É rica, mora na cobertura de um hotel super top em Nova York, estuda numa escola maravilhosa, e tem muitos privilégios. No entanto, mesmo com todos esses fatores lhe rodeando, ela consegue ser uma menina super legal, decidida, simpática e adorável (eu iria gostar de ser amiga dela J). A vida da jovem se resume em ser a melhor aluna da sala e se relacionar apenas com pessoas que agradam aos seus pais – que são bem ausentes.

Lilly adora visitar o Metropolitan Museum of Art, e em uma dessas visitas ela adentra a seção egípcia – que está fechada para visitação, mas devido aos seus privilégios sua entrada é permitida – e seguindo um barulho estranho na galeria ela se depara com um desconhecido, que nada mais é que uma múmia milenar. Melhor dizendo, é um príncipe egípcio chamado Amon, personificação do deus sol Amon-Rá, que acaba de despertar de seu sono de mil anos com a missão de, juntamente com seus dois irmãos, completar a cerimônia que impede a vinda do deus do caos, Seth, evitando assim a destruição do mundo.

“Seu esplendor físico era inegável: olhar profundo, muitos e muitos músculos sob uma pele lisa e dourada e lábios carnudos que fariam qualquer garota desmaiar. Havia, no entanto, algo mais profundo por trás de sua beleza, algo muito diferente, que fez meus dedos comicharem por papel e lápis. Eu nem sequer tinha certeza se conseguiria representar aquela coisa indescritível que sentia quando olhava para ele, mas queria muito tentar.” (pg. 25)

Mesmo Amon estando mais que acostumado com seu despertar, algo está diferente desta vez: além de ter acordado a léguas de distância do Egito, ele está sem seus vasos canópicos (recipiente onde são guardados os seus órgãos), obrigando-o assim a ligar-se à Lily e usar de sua força vital para conseguir alcançar seus objetivos.

Bem, eu estava muito louca para ler esse livro desde que fiquei sabendo de seu lançamento, ou seja, fui com muita sede ao pote. E, diga-se de passagem, que ao terminar o livro minha sede aumentou. Gostei muito do fato de Lilliana não ser uma menina mimada e arrogante, isso me desanimaria com certeza. Outro ponto positivo que encontrei é que o livro não faz você vomitar arco-íris com o romance envolvido, pois este não é o foco.

Ligada de uma forma irresistível a Amon, Lily se vê obrigada a embarcar com o príncipe egípcio em uma longa viagem até o Vale dos Reis, no Egito, numa tentativa de despertar os outros irmãos e completar a cerimônia. A jovem vê nesta viagem a oportunidade de quebrar os seus protocolos e conhecer realmente os desejos de seu coração.

E aqui entram em cena mais dois personagens importantes para a história: o grão-vizir Osahar Hassan, que me deixou mega desconfiada no início em relação às suas intenções, e o lindo e maravilho Asten, a personificação do deus das estrelas. De longe Asten é o meu irmão preferido. Ele entra com tudo dando um ar cômico à trama, tudo que ele fala é engraçado. Sem mencionar que ele tem um ego muito bem alimentado, o que o torna ainda mais atraente.

“– Não precisa ter medo de mim, sacerdotisa. Eu juro que não mordo. A menos, é claro, que você assim deseje.” (pg. 235)

“– Bem, eu lhe prometi uma mordida.
Aquela era uma cantada tão escancarada que me fez dar uma risadinha, algo que não era do meu feitio.
Pensar que eu tivera tanto medo dele agora me parecia uma bobagem.
– Não, obrigada – respondi sorrindo.
– Tem bastante para dois, e não estou vendo nada de errado. Não quer reconsiderar?
– Não, estou bem. Pode comer.
– Está bem. Mas a maçã teria ficado ainda mais doce se os seus lábios a tivessem tocado.” (pg. 237)

Não disse? Ele é muito sagaz, ganhou meu coração logo de cara. E por fim Lilly conhece Ahmose, a personificação do deus da lua. Ele me pareceu bem tranquilo, doce e amável, uma pessoa com quem eu gostaria de conviver. Com os 3 irmãos reunidos, eles partem em uma corrida frenética contra o tempo para completar a missão de salvar o mundo.

A aventura é marcada também por muitos flashbacks que nos ajudam a conhecer mais da mitologia egípcia e a entender como era a relação entre os deuses e seu povo. Podemos ver ainda a relação entre os irmãos, que é algo muito gostoso, outro ponto positivo a meu ver. E dou uma ressalva para o amadurecimento de Lilly de acordo com as experiências que ela vai tendo.

A única coisa que talvez eu pudesse mudar neste primeiro livro da saga seria a forma como foi trabalhado o vilão. Colleen conseguiu criar um vilão com muito potencial, mas usou pouco dele. Penso que ele poderia ter sido mais explorado e ter havido mais momentos de embate entre ele e os príncipes. Mas confio nela e creio que no próximo livro ela vai nos fazer perder as estribeiras de medo.

Então se você gosta de aventura, mitologia, homens bonitos, adrenalina e até mesmo romance (com uma nova roupagem), eu super recomendo este livro. Aqui você encontra tudo isso e muito mais, O despertar do Príncipe é uma aposta muito acertada. A escrita da autora é muito envolvente, leve e consegue fazer com que você mergulhe profundamente nessa história a ponto de querer arrancar os cabelos pra saber se eles vão conseguir ou não concluir a cerimônia. Nada é certo quando se trata de mitologia e Colleen Houck.

No mais, já me encontro ansiosa pelo livro 2 da saga dos Deuses do Egito.
Espero que tenham gostado, conto com seu +1 e seu comentário. Vou ficando por aqui, um mega beijo e até a próxima! 

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