quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

[RESENHA] COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ – JOJO MOYES

Por Ingrid Cristina

Olá, caríssimos passageiros! Como vão todos? Eu espero que muito bem.
Hoje venho trazer para vocês uma estória maravilhosa. Esse livro tocou meu coração da forma mais linda e
construtiva possível, e com certeza entrará para os melhores do ano. Confira a sinopse.

Título: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Louisa tem um emprego razoável num cafézinho da cidade, e por incrível que pareça, ela adora o que faz. Enfiada em seus looks um tanto peculiares, Lou é uma criatura que não se encaixa em padrão social nenhum. Ela apenas gosta de ser quem é. Embora seja a irmã mais velha de Treena, ela não tem intenção nenhuma de sair de casa, nem mesmo tem ambições profissionais ou de qualquer outro tipo.

Tudo muda quando o café em que ela trabalha fecha as portas, e Lou se vê obrigada a procurar um novo emprego. Por falta de opções melhores ela aceita a vaga de cuidadora de um tetraplégico. Já de cara, Will se mostrou mal-humorado, amargurado; e em seus melhores dias, sarcástico e irônico. Mas também pudera, Will perdeu sua vontade de viver quando foi assaltado por um infortúnio da vida ao ter sua coluna lesionada, após ser atropelado por uma moto. Desde então, aquele jovem que amava viver, se aventurar, amar e que era muito bom em tudo que fazia, tem sua vida perfeita estragada e impedida de ser como ele sonhara. Como aceitar esse fardo de estar preso a uma cadeira de rodas, necessitando de ajuda para fazer as atividades mais básicas para a sobrevivência? Mas ele já tem uma solução para isso.

A princípio a relação deles é áspera e incômoda. Will faz questão de dificultar o trabalho da moça, que por sua vez, tenta ser mais simpática e animada possível. Com o decorrer do tempo eles vão aprendendo a se entender e passam a ter uma boa convivência. Lou começa a gostar muito da companhia de Will, e até acha graça dos insultos que ele faz aos seus looks e dos desafios que ele vive impondo a ela. O desespero bate à porta de Louisa quando ela sem intenção descobre os planos de Will, fato que a deixa abalada. Desse dia em diante ela sai em busca de atividades que possa animá-lo, e não mede esforços para ajudá-lo a se sentir feliz.

O mais bonito de toda essa busca é que Lou começa a descobrir sonhos que até então não achava que tinha. Will começa a mostrá-la qualidades que, até então, ela escondia em si. Dessa forma vai se construindo o amor deles, uma forma simples e singela, quase imperceptível.

Não sei o que dizer, o que pensar, como reagir, já não me lembro mais como eu era antes deste livro; se me permitem o trocadilho. Uma estória muito comovente que transformou meu coração em geléia e me deixou com um nó enorme na garganta.  Não tem como não se comover com a construção do amor deles. Chorei, chorei mesmo. E não tenho vergonha de dizer. Sou um ser humano com sentimentos e não consegui ficar apática às coisas que lia.



Eu amei os protagonistas. Embora não tenha me identificado com a Lou, pude mergulhar profundamente em sua vida, na sua forma de ver as coisas. Pude sentir cada mínimo sentimento que se passou no coração dessa moça. Já ele, que se mostrou ranzinza no começo, vai dando-nos aos poucos, uma amostra do homem encantador que era antes do acidente. Eu juro que tentei não me apaixonar por Will, mas mesmo daquela cadeira de rodas, ao seu modo, ele foi conquistando meu coração, e fará o mesmo com você. 

Aprendi com Will que se deve aproveitar muito essa vida, que vale ressaltar, é única. Como ele mesmo disse: ‘só se vive uma vez’. E tem que viver bem. Tem que sonhar, planejar, se aventurar, se superar. Sentir a adrenalina percorrer por toda extensão de seu corpo e ter a maravilhosa sensação de estar vivo. É necessário criar metas, expandir os seus horizontes. Ser alguém que se orgulhará de ter sido quando o derradeiro abraço da morte chegar.
Ah, Will, obrigada por essa vontade de viver que você avivou em meu coração! Te levo comigo.

Com Lou tive a alegria de aprender a importância de ser eu mesma independente da opinião alheia. Aprendi que o amor verdadeiro é capaz de te levar ao limite da exaustão quando o assunto é lutar por quem se ama e que nessa luta vale usar todas as armas que tiver a disposição.
Observando Lou, pude entender que é necessário romper barreiras, pular a cerca do mesmismo, e por mais que doa, é necessário sair da zona de conforto para buscar o melhor para si.

Com certeza aprendi coisas grandiosas com essa estória. E sendo bem otimista, me sinto uma pessoa melhor. Recomendo esse livro a você que gosta de acrescentar coisas boas à sua vida. A você que gosta de ter o coração tocado pelas doces mãos da literatura. Venha conhecer a história de amor, nada convencional, de Lou e Will. E não pense você que é uma estória clichê, que fará você vomitar arco-íris, muito pelo contrário, ela fará seu estômago se revirar.

No mais, tenho a dizer que Jojo Moyes está de parabéns! A construção dos personagens, e da história está fantástica, não deixou a desejar. A escrita dela é algo que vale a pena apreciar lentamente, como se aprecia um pôr-do-sol numa gostosa tarde de verão. Uma salva de palmas também para a editora Intínseca, que fez um trabalho genial de diagramação e impressão.

É isso aí, motivos não lhe faltam para ler esse livro. Venha descobrir como acaba todo esse mar de emoções de Louisa Clark e William Traynor. Você não vai se arrepender.

Deixo abaixo a música que me acompanhou na leitura desse livro, que se encaixa perfeitamente nessa trama e que só me fez chorar mais! Kkk
Vou ficando por aqui, um grande beijo em seu coração. Até a próxima!



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